CASTAS DO FUNCIONALISMO
30/08/2022 - 16:16
Novato na política, o pastor Marcos Ritela (PTB) busca, em sua primeira eleição, o cargo de governador do Estado. Em seu plano de governo constam diversas críticas ao atual gestor, Mauro Mendes (União), que, segundo o líder religioso, criou 'castas' entre os funcionários públicos, onde alguns são privilegiados, são 'classe premium'.
Ritela afirma que Mendes não tem sido um bom governador para os servidores, pois 'nunca se viu uma perseguição tão ferrenha contra os funcionários públicos', diz ele em seu plano de governo que tem 16 páginas.
No entanto, se de um lado há perseguição, de outro 'foram criadas castas sociais de funcionários públicos, com discrepâncias astronômicas entre o primeiro escalão do funcionalismo público e os demais funcionários'.
Na visão do pastor, enquanto uma pequena quantidade de servidores ganham bem e são favorecidos pelo gestor, são os servidores 'que carregam o piano', ou seja, fazem o trabalho pesado, enquanto ganham pouco.
Ritela ainda reafirma a necessidade da 'valorização do funcionalismo público' e cita a reforma da Previdência como algo que prejudicou a categoria, já que 'alterou o plano de carreira dos servidores e aumentou a carga tributária, diminuindo seu poder de compra deste grupo de trabalhadores'.
A reforma a que o pastor se refere foi a aprovada pela Assembleia Legislativa que aumentou o desconto nos salários de 11% para 14%, inclusive dos aposentados e pensionistas. Na época, Mauro Mendes afirmou que a reforma foi obrigatória, por causa de imposições do Governo Federal durante a pandemia para liberar recursos para os Estados.
Para Marcos Ritela, a ação de Mendes foi como 'dar com uma mão e retirar com a outra', pois ele aumento os salários, mas também aumentou o desconto da Previdência, o que acabou reduzindo os vencimentos dos servidores.
Ele ainda promete um 'plano de reformulação salarial' para os servidores públicos caso seja eleito. '(...) para não haver o abismo de salário entre os que ganham mais e os que ganham menos, como se houvesse uma classe premium de funcionalismo e os demais'.