Domingo, 14 de abril de 2024
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6 ANOS

Disciplinas do Comando Vermelho são condenados à prisão após tortura por 'território'

Dois disciplinas do Comando Vermelho em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá) foram condenados a seis anos de prisão cada por terem sequestrado e torturado um pintor acusado pela facção de estar vendendo drogas de outra organização criminosa na região. Eles cumprirão pena em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade por causa do risco causado à sociedade.

Os crimes ocorreram maio deste ano. L.S.S., o Luquinhas, e W.A.D.S., o 'XT', foram condenados por tortura mediante sequestro e porte ilegal de arma de fogo. Eles sequestraram a vítima em seu ambiente de trabalho e o torturaram para conseguir confissão de que o homem vendia drogas em Sinop que não eram do Comando Vermelho, o que é proibido pela facção.

A vítima foi salva quando policiais perceberam movimentação suspeita no carro e pararam para abordagem. O homem contou que há horas era refém e que sofreu várias agressões, que puderam ser comprovadas pelas lesões no rosto e mãos. Ele afirmou que seria morto caso a polícia não tivesse parado o carro.

Os dois criminosos são conhecidos da polícia local, especialmente por aplicar 'salves', as sessões de tortura contra pessoas que desobedecem às regras da façção na região. Eles terão que cumprir pena de seis anos, três meses e 25 dias de prisão, além do pagamento de 13 dias-multa, o que corresponde a R$ 525,2.

'Registra-se que, como mencionado, os denunciados mostram-se contumazes em práticas delituosas, possuindo, respectivamente, 03 condenações anteriores e se encontrando em cumprimento das penas definitivas, fazendo-se necessário acautelar o meio social da contumácia delitiva dos agentes', diz trecho da decisão do juiz Jean Bezerra, da 7ª Vara Criminal.

'No caso em espeque, a ordem pública restou abalada, ante a gravidade concreta dos delitos praticados e a periculosidade social dos agentes, que cometeram, em tese, o delito de tortura mediante sequestro e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, visando obter confissão e informações da vítima acerca de supostas drogas não pertencentes ao Comando Vermelho', enfatizou ao magistrado ao negar que eles recorram da sentença em liberdade.

 
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