Domingo, 14 de abril de 2024
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Mato Grosso estima crescimento de 10% em vendas no setor calçadista para 2023

 

A estimativa do Sindicato do Comércio Varejista de Calçados e Couros do Estado (Sincalco-MT) é de que neste ano as vendas para o setor calçadista cresçam em torno de 10% em relação ao ano anterior.

Mato Grosso deve superar a meta nacional que não deve ultrapassar os 2%. 

Segundo o presidente do Sincalco, Junior Vidotti, em Mato Grosso, a estimativa se deve ao fato de as vendas tanto de roupas quanto de calçados no período natalino terem superado as expectativas e para
este ano o setor deve ter incremento. 

“Em dezembro a expectativa era um aumento nas vendas em torno de 10 a 15 por cento, mas tivemos relatos de varejistas que ampliaram as vendas em até 40 por cento, portanto, para 2023 estamos mais otimistas, crendo que vamos conseguir manter um aumento de pelo menos 10 por cento a mais do que no ano passado”, falou.   

De acordo com pesquisas realizadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) as exportações de calçados nacionais em 2023 devem crescer em 15% em comparação ao ano passado.

Em geral, o crescimento do setor a nível nacional para este ano deve ficar em torno de 2% em relação a 2022.  

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que as vendas domésticas cresceram cerca de 4% em 2022 em relação ao ano anterior. Para este ano a expectativa da Abicalçados é que este setor seja ainda mais fortalecido.  

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, afirma que a expectativa é que o comércio interno tenha mais peso ao longo de 2023. “Em 2022 tivemos um pico nas exportações de calçados [com vendas internacionais em torno de 17% a mais que o ano anterior], e para este ano deve se ajustar, e manter-se entre 15%, ou seja, acima de 2019. Já o mercado doméstico, que responde por cerca de 85% das nossas vendas, deve ter maior relevância para o desempenho”, diz o executivo.  

A coordenadora de Inteligência de Mercado da Abicalçados, Priscila Linck, explica que o cenário mundial pós pandêmico, com inflação desenfreada, aumento dos juros, conflito de guerra, além do endividamento
das famílias, que está em 80%, - número recorde -, impactam diretamente no consumo, já que as pessoas optam por consumir o básico para subsistência.  

Ano passado, 2022, segundo a economista o crescimento do setor foi de 3,9% na produção de calçados, fechando o ano com 851 milhões de pares produzidos no Brasil. Já para 2023, a previsão é de um crescimento
mais tímido, de 1,6% em todo o país.   

'Manteremos uma tendência de crescimento acima dos outros setores econômicos. O PIB brasileiro de 2023 deve crescer 0,7%, então temos o dobro de crescimento', disse Priscila. 

 
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