Segunda-feira, 17 de junho de 2024
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CRIME HEDIONDO

Justiça mantém prisão de membro do Comando Vermelho que cortou língua de adolescente

O juiz Jean Bezerra, da 7ª Vara Criminal, manteve a prisão de P.H.S.M., integrante do Comando Vermelho que cortou a língua de uma adolescente de 15 anos que se envolveu com um simpatizante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). O crime foi cometido em janeiro deste ano.

A defesa do faccionado alegou excesso de prazo e também bons antecedentes para tentar reverter a prisão preventiva. No entanto, os argumentos não foram suficientes para convencer o magistrado, que enfatizou a necessidade da prisão, tendo em vista da 'prática do crime hediondo no interesse de organização criminosa'.

E que há 'contundentes indícios de materialidade delitiva e autoria em relação a P., bem como o risco à ordem pública decorrente da gravidade factual dos ilícitos por ele supostamente perpetrados, que, como salientado previamente, ultrapassam a contida de forma inerente nos tipos penais na medida em que revelam brutalidade e violência empregadas contra uma garota de quinze anos de idade'.

A adolescente começou a sofrer ameaças após iniciar um relacionamento com um simpatizante do PCC, o que não foi bem aceito pelos membros do CV em Tangará da Serra (239 km a médio-norte de Cuiabá). Mesmo após terminar o namoro ela continuou recebendo intimidações, que resultaram em uma sessão de tortura no dia 12 de janeiro.

Ela foi amarrada e espancada na frente de sua mãe, que teve que escolher se ela teria a língua cortada ou seria morta pelos integrantes do Comando Vermelho. Segundo a menor, ela só não foi morta porque mentiu que estava grávida.

 
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