Terça-feira, 23 de abril de 2024
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ANUÁRIO DA SEGURANÇA

Cidade "berço do agro" em MT é considerada a 6ª mais violenta do Brasil

Município tem convivido com disputa entre facções criminosas

Cidade

Cena de assassinato ocorrido em Sorriso no ano de 2022

Dados do Anuário divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram quais são as 50 cidades mais violentas do Brasil com população acima de 100 mil habitantes no ano de 2022. E, Mato Grosso possui uma representante neste triste ranking.

Sorriso, cidade berço do agronegócio no Estado, é considerada a sexta cidade mais violenta do país. O município tem taxa de 70,5 mortes violentas por grupo de 100 mil habitantes.

Nos últimos meses, diversas mortes foram registradas em Sorriso. A maioria está relacionada a disouta de facções crininosas.

A lista tem como referência as taxas de mortes violentas intencionais, chamadas de MVIs no nome técnico, divulgadas pelas secretarias de segurança pública de cada estado.

A Bahia lidera a lista e tem os quatro municípios mais violentos do país: Jequié, Santo Antônio de Jesus, Simões Filho e Camaçari.

As mortes violentas intencionais levam em conta os crimes de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e feminicídio).

Lista das 50 cidades mais violentas do Brasil (população acima de 100 mil habitantes)

Município  - Estado - Taxa de Mortes Violentas Intencionais (2022)

1 Jequié (BA) 88,8
2 Santo Antônio de Jesus (BA) 88,3
3 Simões Filho (BA) 87,4
4 Camaçari (BA) 82,1
5 Cabo de Santo Agostinho (PE) 81,2
6 Sorriso (MT) 70,5
7 Altamira (PA) 70,5
8 Macapá (AP) 70,0
9 Feira de Santana (BA) 68,5
10 Juazeiro (BA) 68,3
11 Teixeira de Freitas (BA) 66,8
12 Salvador (BA) 66,0
13 Mossoró (RN 63,5
14 Ilhéus (BA) 62,1
15 Itaituba (PA) 61,6
16 Itaguaí (RJ) 61,6
17 Queimados (RJ) 61,2
18 Luís Eduardo Magalhães (BA) 56,5
19 Eunápolis (BA) 56,3
20 Santa Rita (PB) 56,0
21 Maracanaú (CE) 55,9
22 Angra dos Reis (RJ) 55,5
23 Manaus (AM) 53,4
24 Rio Grande (RS) 53,2
25 Alagoinhas (BA) 53,0
26 Marabá (PA) 51,8
27 Vitória de Santo Antão (PE) 51,5
28 Itabaiana (SE) 51,2
29 Caucaia (CE) 51,2
30 São Lourenço da Mata (PE) 50,3
31 Santana (AP) 49,4
32 Paragominas (PA) 49,3
33 Patos (PB) 47,5
34 Paranaguá (PR) 47,3
35 Parauapebas (PA) 46,9
36 Macaé (RJ) 46,7
37 Caxias (MA) 46,5
38 Parnaíba (PI) 46,3
39 Garanhuns (PE) 44,9
40 São Gonçalo do Amarante (RN) 44,9
41 Alvorada (RS) 44,8
42 Jaboatão dos Guararapes (PE) 44,6
43 Duque de Caxias (RJ) 44,3
44 Almirante Tamandaré (PR) 44,2
45 Castanhal (PA) 44,2
46 Campo Largo (PR) 43,3
47 Porto Velho (RO) 42,1
48 Ji-Paraná (RO) 41,8
49 Belford Roxo (RJ) 41,8
50 Marituba (PA) 41,6
Fonte: Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Ao todo, o Brasil registrou queda de 2,4% nas mortes violentas intencionais de 2022 para 2021: de 48,4 mil para 47,5 mil (veja o histórico por estado na arte abaixo).

Os crimes de homicídio doloso (-1,7%) e latrocínio (-15,3%) apresentaram diminuição de 2021 para 2022, enquanto as lesões corporais seguidas de morte (18%) e os assassinatos de policiais (30%) cresceram no mesmo período.

Das cinco regiões do país, três tiveram alta nas mortes violentas intencionais: Sul (3,4%), Norte (2,7%) e Centro-Oeste (0,8%). As quedas ocorreram no Nordeste (-4,5%) e no Sudeste (-2%), o que puxou a redução geral dos números em todo o país.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, publicou nesta quinta-feira (20) em rede social uma lista de ações planejadas pelo governo para lidar com o aumento de crimes violentos, como o estupro, e de casos de estelionato e racismo. Dino fala em "plano específico para a Amazônia" e controle de armas para combater alta da violência.

Entram nas estatísticas os dados envolvendo a atuação policial, tanto a letalidade (quando as polícias matam), quanto a mortalidade (quando agentes de segurança pública são mortos).

As polícias do Brasil mataram um total de 6.430 pessoas durante o serviço ou em horário de folga em 2022. O número representa 17 vítimas de policiais por dia.

A estatística indica tendência de estabilidade ao ser comparada com os registros feitos em 2021, quando agentes de segurança pública mataram 6.524 pessoas - redução de 1,4% em 12 meses.
 
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