Terça-feira, 21 de maio de 2024
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ESCÂNDALO NA CGE

Relatório mostra perseguição contra auditores: "ambiente perigoso"

Prefeito de Cuiabá acusa órgão de controle de agir a serviço da política do Governo

Foto: Reprodução

Relatório mostra perseguição contra auditores:
Entre as várias denúncias feitas pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), contra irregularidades na Controladoria Geral do Estado (CGE) estão o relatório da Comissão de Ética da instituição que mostra relatos de perseguição contra os servidores que faziam as investigações corretamente. "(...) ambiente inseguro, instável e perigoso".
 
As acusações no relatório se referem ao então controlador-geral, Emerson Hideki. Segundo o prefeito, a situação demonstra que a CGE "esteve sempre a serviço da política e do governo do Estado e não em defesa do interesse público e do cidadão mato-grossense".
 
No relatório o presidente da Comissão de Ética afirma que entre 2019 e 2022 os servidores sofreram com "ameaças veladas" onde "qualquer um que se mostrasse contrário às ordens da gestão, inclusive os membros da Comissão de Ética, que foram coagidos e, ao final, ameaçados claramente de processamento e destituição de suas funções".
 
O documento ainda revela que o controlador-geral "demonstrou pouca ou nenhuma intenção de investigação sobre os fatos denunciados. Ao contrário: a retaliação, as ameaças e o abuso de poder sobre os que cumprem o dever institucional de investigar são constantes e, inclusive, documentados".
 
O presidente da Comissão de Ética afirma ainda que passa por tratamento psiquiátrico e que pediu exoneração do cardo "por não conseguir executar suas atividades em razão de constantes obstáculos colocados pela alta, tendo passado, em razão do ambiente laboral, por tratamentos de Síndrome de Bournout, depressão e atualmente submete-se a tratamento de esgotamento".

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