Domingo, 21 de abril de 2024
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ATIVO OCULTO

Advogada de "Sandro Louco" alega necessidade de trabalhar e pede para tirar tornozeleira

Diana Alves Ribeiro está em prisão domiciliar porque MT não tem sala de "Estado Maior"

Foto: Reprodução

Advogada de
A advogada Diana Alves Ribeiro, presa Operação Ativo Oculto, em abril deste ano, tentou na Justiça a retirada da tornozeleira eletrônica "alegando a necessidade de exercer sua atividade profissional". Ela ficou conhecida por ser a advogada do líder do Comando Vermelho em Mato Grosso, "Sandro Louco" e sua esposa, sendo a responsável por pagamentos de despesas do casal.
 
Ela foi presa em 3 de abril deste ano, mas conseguiu o direito à prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica porque como advogada tem direito à ser presa em sala de Estado Maior. Como não existe essa estrutura no Estado, ela foi solta com o monitoramento eletrônico.
 
Ainda assim, a defesa da advogada afirmou que a prisão domiciliar não é suficiente e que é necessária a revogação das medidas cautelares para que ela possa exercer suas atividades como advogada, que estão restritas porque ela deve permanecer em casa.
 
Apesar das alegações, para o juiz Jean Bezerra, da 7ª Vara Criminal, ela já foi beneficiada com a prisão domiciliar e não há nenhum fato novo que justifique a retirada da tornozeleira.
 
"Desse modo, a gravidade concreta das condutas em julgamento não autoriza a flexibilização das condições impostas ao cumprimento da prisão domiciliar que já beneficiou, e muito, a ré, cuja necessidade de segregação cautelar para a garantia da ordem pública permanece hígida", diz trecho da decisão.
 
E que, "a ré encontra-se em prisão domiciliar exclusivamente pela inexistência de Sala de Estado Maior que atenda à prerrogativa a que faz jus, de modo que, caso estivesse recolhida, igualmente não poderia exercer sua atividade profissional".
 
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