Terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
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CRISE NO CAMPO

Grupo do agro consegue aprovação de recuperação para quitar dívida de R$ 70 milhões

Aumento nos custos da produção após pandemia geraram aumento das dívidas

Foto: Assessoria

Grupo do agro consegue aprovação de recuperação para quitar dívida de R$ 70 milhões
O grupo Continental Agronegócios conseguiu junto à 4ª Vara Cível de Sinop a aprovação da recuperação judicial para quitar os R$ 70 milhões em dívidas e ainda manter as portas abertas. As empresas culpam a pandemia da covid-19 e a greve dos caminhoneiros pela atual crise.
 
Grupo do ramo atacadista que trabalha com a venda de defensivos agrícolas, adubos, fertilizantes e corretivos de solo, Continental Agronegócios alega que teve aumento nos custos de produção após a pandemia e a sequente paralisação nacional dos caminheiros. Depois desse período difícil, não conseguiu mais honrar com todos os compromissos.
 
A recuperação judicial foi deferida pela juíza Giovana Pasqual Mello. Para a magistrada, "a recuperação judicial se trata de instrumento destinado a propiciar a superação da situação de crise econômico-financeira da empresa, de modo a manter a fonte produtora, os empregos e os interesses dos credores".
 
Para que a recuperação judicial fosse aceita, o grupo empresarial apresentou toda a documentação pedida, que inclui a lista de credores com o valor atualizado dos débitos, assim como a relação dos funcionários com vencimentos em atraso e o montante devido a cada um.
 
"No mais, diante da averiguação dos pressupostos legais exigidos, visando
viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira dos requerentes, permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a
preservação da atividade empresarial, sua função social e o estímulo à atividade econômica (art. 47 da LRE), defiro o processamento da recuperação judicial", diz trecho da decisão.
 
Com a aprovação da recuperação judicial, foi nomeada uma empresa do Paraná para ser a administradora judicial, que será responsável por apresentar o plano de recuperação judicial em até 60 dias, além de enviar à Justiça relatórios mensais sobre as ações realizadas para o pagamento das dívidas.
 
Para que as empresas consigam um "fôlego", as dívidas ficam suspensas por um período de seis meses, para que o grupo consiga se reorganizar e dar início ao plano de recuperação judicial. Para começar a ser aplicado, este plano precisa ser aprovado pela assembleia de credores.
 
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