Terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
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Guerra no Oriente Médio não deve atrapalhar exportação de carne bovina de MT

Israel é o 11º maior comprador de carne do estado

Foto: Reprodução

Guerra no Oriente Médio não deve atrapalhar exportação de carne bovina de MT
Apesar de toda guerra, por menor que seja, impactar de alguma forma negativamente no comércio mundial, neste primeiro momento, o conflito Israel-Hamas, não deve preocupar o mercado externo de carne bovina. Apesar de Israel ser o 11º maior comprador de carne do estado, a atual situação da guerra, ainda não acarretou prejuízos significativos para os pecuaristas de Mato Grosso, visto que as médias diárias de exportação estão em patamares normais.

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), de janeiro a setembro de 2023, foram enviadas para Israel, 5.935.730 quilos de carne em equivalente carcaça.

De acordo com o Presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Ribeiro Jr, se a guerra se estender para os países vizinhos, as relações comerciais com o Brasil podem ser afetadas.

“O Egito, vizinho oeste de Israel, é um dos cinco maiores compradores de carne bovina brasileira e o segundo maior importador da carne de Mato Grosso. A Arábia Saudita também está sempre entre os dez maiores compradores da carne brasileira. Se houver um agravamento da guerra, com extensão à países vizinhos, teremos impactos muito importantes na pecuária”, enfatiza o presidente da Acrimat.

Caso aconteçam bloqueios de tráfego em rotas comerciais, principalmente pelo Canal de Suez, o transporte de produtos, como carne bovina, podem impactar os países da região. Apesar de o impacto inicial não ser tão direto, os efeitos do conflito no preço do petróleo por exemplo, tendem a afetar o custo de produção de fertilizantes, diesel e fretes.

“Esperamos que esse conflito se resolva o mais rapidamente possível, para que vidas sejam poupadas, transportes de alimentos e produtos médico/hospitalares não sejam afetados e a paz reine no Oriente Médio”, finaliza Oswaldo Ribeiro.
 
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