Terça-feira, 23 de abril de 2024
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GRUPO REDENÇÃO

​Donos de frigorifico e filhos são condenados a 4 anos de prisão por sonegação de ICMS

Empresários já foram presos em 2009 na Operação Abate, da Polícia Federal

Os empresários Paulo Roberto Bihl, Marcio Maurilio Bihl e Jose Ricardo Bihl, do Frigorífico ligado ao tradicional Grupo Redenção, foram condenados a quatro anos de reclusão pelo crime se sonegação de impostos, referente a valores de ICMS não declarados.

De acordo com os autos do processo, os réus constituíram no Estado do Paraná a empresa Redenção - Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Couros S/A. Entretanto, o grupo liderado pelos empresários nem sequer processava naquele Estado. 

O material produzido era encaminhado a um barracão em Curitiba e posteriormente enviado a Ponta Grossa, de onde era despachado aos clientes.

"Os trâmites comerciais neste Estado eram inexistentes, não havia administração, venda, ou qualquer procedimento industrial realizado neste Estado, uma vez que todos estes atos eram praticados diretamente pelos réus no estado do Mato Grosso. Veja-se, a propósito, que os acusados sequer residiram neste ente federativo, de modo que a unidade aqui instalada tinha apenas a função de evitar a tributação. Consta que o mesmo grupo empresarial teria agido em prejuízo de outros Estados da federação, mediante a abertura de filiais. Resta claro que a própria constituição da empresa Redenção - Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Couros LTDA, se deu para a promoção de crimes contra a ordem tributária", destaca a decisão da Justiça do Paraná.

Conforme amplamente divulgado pela mídia, em 2009 José Almiro Bihl e seu filho Ricardo Bihl, operadores do Curtume Araputanga, já haviam sido presos no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, na “Operação Abate”, deflagrada pela Polícia Federal. O objetivo da operação era desmontar um suposto esquema de crimes cometidos para favorecer frigoríficos, laticínios e curtumes.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

O Grupo Redenção teve recuperação judicial deferida em abril de 2022, com passivo superior a R$ 270 milhões.  

A recuperação envolve treze empresas ligadas à agropecuária e chega a um valor de aproximadamente R$ 650 milhões, quando levados em consideração os créditos concursais e extraconcursais. 

O grupo, que atua há 38 anos no mercado, iniciou-se com o frigorífico Araputanga S.A, no segmento de industrialização, importação e exportação de bovinos, suínos e seus derivados. Esta companhia cresceu e expandiu os negócios para outras regiões do Mato Grosso e de outros estados do país, diversificando suas atividades, hoje conta com frigoríficos, curtumes e PCHs. 
 
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