Domingo, 21 de julho de 2024
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OPERAÇÃO HERMES (HG) II

PF pede prisão do filho do governador de MT; juíza nega, mas impõe fiança de R$ 264 mil

Luiz Antônio Mendes e outros 15 empresários ainda tiveram os passaportes recolhidos

Foto: Reprodução

PF pede prisão do filho do governador de MT; juíza nega, mas impõe fiança de R$ 264 mil
A Polícia Federal pediu a prisão temporária do filho do governador Mauro Mendes (União), empresário Luiz Antonio Taveira Mendes, e de outros 12 empresários acusados de comprarem mercúrio contrabandeado do Grupo Veggi. No entanto, o pedido foi negado pela juíza Raquel Coelho Da Rio Silveira, da 1ª Vara Federal de Campinas, que estipulou medidas diversas

Entre as medidas para substituir a prisão, a magistrada impôs o pagamento de 200 salários-mínimos - cerca de R$ 264 mil - de fiança. Ele ainda terá que comunicar alteração do endereço e está proibido de deixar o país sem aval judicial, tendo o seu passaporte recolhido.

Os outros empresários que estão na mesma condição de Luiz Antônio são: Thiago Mendonça de Campos, Jeferson Dias Castedo, Willian Leite Rondon, Valdinei Mauro de Souza, Ronny Morais Costa, Filadelfo dos Reis Dias, Marcio Macedo Sobrinho, Marcelo Massaru, Euler Oliveira Coelho, Antônio Jorge Silva, José Ribamar Silva Oliveira, Darcy Winter, José Carlos Morelli, Edilson Rodrigues Campos e Rodrigo Castrillon Lara Veiga.

Todos ainda foram alvos de mandados de busca e apreensão.

De acordo com relatório da decisão, Luiz Antônio Taveira Mendes aparece como administrador da Mineração Aricá Ltda junto de Maria Auxiliadora de Assis Franco Gibrel e Euler Oliveira Coelho. Eles compraram mercúrio contrabandeado do Grupo Veggi, apesar de declararem que não possuem o metal.

"No que pertine a Mineração Aricá Ltda, que possui como administradores Maria Auxiliadora de Assis Franco Gibrel, Euler Oliveira Coelho e Luis Antônio Taveira Mendes, relata a representação que tal empresa não possui mercúrio no CTF, vale dizer, nunca declarou compra de mercúrio, mas produziu 943.574,09 gramas de ouro, tendo Arnoldo demonstrado vender mercúrio ilegal para ela, com o registro das primeiras vendas em junho de 2022", diz a representação.

Os demais empresários também possuem relação comercial com os responsáveis pelo Grupo Veggi, especialmente Arnoldo da Silva Veggi, ex-vereador de Cuiabá.

Ao negar a prisão, a magistrada explicou que não existe "vínculo associativo" entre os empresários e o Grupo Veggi. "Ainda que sejam destinatários/compradores do mercúrio ilegalmente comercializado pelo grupo, tem-se, pelos elementos colhidos na investigação, que não o são em exclusividade e constância ajustificar a estabilidade necessária à configuração da associação entre todos, requisito essencial à decretação da prisão temporária", explicou a magistrada.
 
 
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