Quinta-feira, 25 de julho de 2024
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HERMES (HG)

Mauro vê pedido de afastamento 'sem fundamento' e vê 'cheirinho de armação' em ação da PF

Governador falou pela 1ª vez desde que filho foi alvo de operação da PF e teve passaporte apreendido

Foto: Reprodução

Mauro vê pedido de afastamento 'sem fundamento' e vê 'cheirinho de armação' em ação da PF
Em seu primeiro evento público após a viagem de duas semanas à China, o governador Mauro Mendes (União) classificou como sem fundamento o pedido da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT para afastá-lo ou decretar intervenção no Governo do Estado. Os pedidos têm como base 'ataques' do governador ao livre exercício do jornaslimo, com ingresso de processos e até investigação da Polícia Civil contra os profissionais da imprensa.

"Se alguém te xingar, de viado, ladrão ou corrputo. O que você vai fazer? Vai processar. Se você processar alguém, isso é perseguição? É isso que estão me acusado. estou prcessando vários jornalistas que mentiram, caluniaram e faltaram com a verdade. Alguns já foram condenados, então quer dizer que o Ministério Público, o Judiciário estão perseguindo", questionou o governador durante a posse do conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida como presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Em relação à operação contra o filho, Mauro afirma que foi um "grande equívoco". "Isso vai ser demonstrado nos autos. Quem está do lado da verdade e de Deus não teme nada".

O governador admite que a ação tem objetivo atingi-lo. Inclusive, lembrou que outras investigações contra suas empresas - Ararath e Casa de Pedra - não prosperaram e foram arquivadas muito tempo depois.

"Não sei a natureza disso, tenho que enteder melhor. Mas na política sempre tem isso, sempre tem adversário que potencializa. Como nunca conseguiram me atacar como governador, como prefeito nunca fui atacado, agora minhas empresas é o tempo todo", falou.

Inclusive, não descarta ter sido alvo de armação por parte de adversários. "Que é armação tem cheiro, mas para acusar alguém tem que ter certeza", finalizou.

Entenda o caso

As empresas Kin Mineradora Ltda e Mineração Aricá Ltda que Luis Antônio Taveira Mendes era sócio, foram apontadas pela Polícia Federal como compradoras de mercúrio ilegal, elemento usado para extração de ouro. As 2 mineradoras foram alvos de busca e apreensão, no dia 8 de novembro, durante a Operação Hermes II.

Segundo a PF, foi identificada uma extensa cadeia organizada de pessoas físicas e empresas envolvidas no esquema ilegal de comércio de mercúrio e ouro extraído de garimpos na Amazônia.

O esquema, como um todo, teria retirado 7 toneladas de créditos de mercúrio dos sistemas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A investigação aponta que, de início, o prejuízo aos cofres públicos é de mais de R$ 5 bilhões no esquema que tem diversas empresas investigadas.

A PF pediu o bloqueio de mais de R$ 2,9 bilhões dos investigados, que foi determinado pela Justiça Federal de Campinas (SP). Foram apreendidos 605 kg de mercúrio durante a operação.
 
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