Segunda-feira, 20 de maio de 2024
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OPERAÇÃO ATIVO OCULTO

Justiça libera esposa de Sandro Louco a levar filhos à escola, mas proíbe ida a cultos

Magistrado entende que Thaisa Rabelo pode acompanhar celebrações pela internet

Foto: Reprodução

Justiça libera esposa de Sandro Louco a levar filhos à escola, mas proíbe ida a cultos
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, autorizou que Thaisa Souza de Almeida Silva Rabelo, esposa do principal líder do Comando Vermelho em Mato Grosso, Sandro da Silva Rabelo, o Sandro Louco, leve seus filhos diariamente ao colégio. No entanto, negou a revogação da prisão domiciliar e vetou o pedido para comparecer a cultos religiosos três vezes por semana.

Thaisa foi alvo da Operação Ativo Oculto, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), deflagrada em março de 2023 por ser considerada o 'braço direito' do marido fora da cadeia, atuando fortemente em favor da organização criminosa. Na ocasião, outras 33 pessoas, incluindo parentes de Sandro Louco, foram presas.

Porém, desde agosto do ano passado ela cumpre prisão domiciliar. O motivo para o deferimento do pedido é o cuidado dos filhos dela, menores de 12 anos.


Agora, ela pediu a revogação da prisão domiciliar, com alternativa de poder levar os filhos ao colégio, bem como ir para a igreja. "Alegando, em síntese, a ocorrência de excesso de prazo da prisão, o qual impenderia que a defendente responda em liberdade ao conteúdo de denúncia que, não obstante já tenha sido rebatida há quase 06 (seis) meses, até hoje não teria sido alvo da respectiva prestação jurisdicional por parte do Juízo", diz relatório da decisão judicial.

Na decisão, o magistrado atendeu em parte o pedido da defesa da ré, liberando apenas o deslocamento dos filhos à escola. "Autorizo, sob a condição, no entanto, de que a defesa informe nos autos os endereços das escolas, para fins de acompanhamento através do sistema de monitoramento eletrônico", diz a decisão.

Já sobre a liberação para ir a igreja, o magistrado entende que ela pode participar dos cultos por meio virtual. "A prisão domiciliar é uma modalidade da prisão preventiva, e, portanto, deve observar os mesmos regramentos, com as devidas adaptações para segregação dentro da residência", justificou o magistrado, lembrando que a modalidade de transmissão virtual vem sendo adotada desde a pandemia.

O magistrado ainda indeferiu outros pedidos de soltura de investigados na operação.

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