Domingo, 21 de abril de 2024
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OPERAÇÃO GÊNESIS

Justiça mantém ação contra quadrilha que aplicou R$ 1 mi em golpes pelo Whats

Magistrado negou pedido para revogar prisões e encerrar processo

Foto: Reprodução

Justiça mantém ação contra quadrilha que aplicou R$ 1 mi em golpes pelo Whats
O juiz da 7ª Vara Criminal, Jean Bezerra, manteve a ação contra 18 integrantes de uma quadrilha acusada de causar prejuízo de mais de R$ 1 milhão em golpes pelo WhatsApp. Eles foram alvos da Operação Gênesis e respondem pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica.

Os réus fizeram várias alegações para tentar reverter a prisão preventiva e encerrar o processo. No entanto os pedidos foram negados pelo magistrado, tendo em vista que a denúncia traz "que as condutas de todos os réus foram devidamente individualizadas, inclusive com indicação de elementos de informação, contextualização e indicação dos líderes e atividades" da organização criminosa.

"Com efeito, não há falar em denúncia inepta e consequente ausência de justa causa, mormente considerando que o delito de integrar organização criminosa é, em regra, de alta complexidade, razão pela qual o cotejo de todos os elementos informativos é feito de forma mais acurada por ocasião da sentença, e não do oferecimento da exordial", diz trecho da decisão. 


No mesmo documento o juiz marcou para 16 de abril a audiência de instrução e julgamento. Na ocasião serão ouvidas sete testemunhas, além do interrogatório dos 18 réus. A primeira etapa do julgamento será realizada por meio de videoconferência, tendo em vista que alguns dos réus estão presos.


Operação Gênesis
Ação policial que teve a primeira fase em julho de 2022 e a segunda em março de 2023, a Operação Gênesis teve como alvo uma quadrilha que aplicou golpes virtuais e fez vítimas em Mato Grosso e mais 12 estados, com prejuízo de mais de R$ 1 milhão.

As pessoas eram atraídas por anúncios de venda nas redes sociais e por meio de clonagem de contas de WhatsApp, para aplicação de golpes em familiares e amigos das vítimas para que fizessem PIX para as contas dos integrantes da quadrilha.
 
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