Terça-feira, 23 de abril de 2024
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OPERAÇÃO AVARATIA

Câmara vota abertura de processo de cassação contra prefeito filmado recebendo propina

Nos bastidores, especula-se que votação será apertada e caberá ao presidente da Câmara voto de 'minerva'

Foto: Reprodução

Câmara vota abertura de processo de cassação contra prefeito filmado recebendo propina
A Câmara de Diamantino (208 km a médio-norte de Cuiabá) vota nesta segunda-feira (26) a denúncia contra Manoel Loureiro (MDB), alvo da Operação Avaratia, deflagrada em agosto de 2023, por ter sido filmado recebendo dinheiro de propina de uma construtora. Essa é a segunda vez que o caso é analisado pelo Legislativo, que no ano passado rejeitou a denúncia.

Nas imagens divulgadas, Manoel aparece contando notas de R$ 50 e R$ 100 que, segundo as investigações, eram propina paga por uma construtora, que deveria "devolver" parte do valor recebido pelas obras realizadas. O vídeo foi gravado pelo proprietário da empresa, que afirmou ao Ministério Público do Estado (MPE) que essa não foi a primeira cobrança do tipo feita pelo gestor.

Na época da operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa dele e a quebra do sigilo bancário. Entre as provas estão conversas pelo WhatsApp entre o prefeito e o empresário onde o gestor informava que o pagamento já havia sido feito e que precisavam agendar uma reunião para receber o "documento". Inicialmente não existia um valor definido, mas depois a cobrança foi fixada em 10% dos valores recebidos.


Segundo o site O Divisor, já se declararam favoráveis ao recebimento da denúncia os vereadores Ranilei Lima, Diocelio Prucinano (PDT), Edmilson Freitas (PSDB) e José Carlos David (PDT). Contra uma abertura de investigação se posicionaram contra Michele Carrasco (União), Adriano Correa (PSB), Mateus Keller (PSD) e Rose Pinhata (MDB). 

Caso a votação fique empatada, caberá ao presidente da Câmara, Arnildo Neto (Pode) desempatar. Se a denúncia for recebida, será nomeada uma comissão de investigação que terá 90 dias para analisar o caso e apresentar parecer que será levado para o Plenário. Para que o prefeito seja cassado são necessários seis votos.
 
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