Sexta-feira, 19 de abril de 2024
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VIDA TORTA

Justiça mantém prisão de acusado de roubar carros de luxo em MT

Veículos roubados eram levados para a Bolívia e trocados por droga

Foto: Reprodução

Justiça mantém prisão de acusado de roubar carros de luxo em MT
Uma decisão do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal, negou pedido de revogação de prisão e manteve um ladrão de veículos de luxo preso. Webster Venancio Campos, de 29 anos, foi preso em 2022 dirigindo uma caminhonete roubada que seria levada para a Bolívia. O investigado já havia sido preso em 2017, acusado de integrar uma quadrilha especializada em roubos de veículos que eram comercializados na região de fronteira Brasil/Bolívia. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (20) no Diário Oficial.

"Dado o contexto dos autos e os predicados pessoais do réu, nota-se que a prisão preventiva se mostra imprescindível neste momento e não é cabível a substituição por medidas cautelares diversas, seja pela já mencionada gravidade dos delitos, seja por responder a outras ações penais semelhantes ou porque o acusado teria participado de complexa organização criminosa voltada à perpetração de furtos, roubos e estelionatos", diz um trecho da decisão.

No pedido, a defesa afirma que as medidas cautelares diversas da prisão são suficientes para garantir a ordem pública neste momento, uma vez que o acusado já possui tempo de prisão suficiente, além de trabalho formal e lícito. Alegou ainda que a situação processual de Webster é semelhante à de Alex José Proença da Silva, que teve sua prisão revogada.


Em contrapartida, o juiz cita diversas passagens criminais do réu e a gravidade dos delitos por ele praticados, e afirma que a atuação do réu dentro da organização é mais expressiva.

"Verifica-se que a denúncia encartada nos autos principais delineia um envolvimento maior de Webster Venâncio Campos com a criminalidade, na medida em que este, em tese, integrava mais núcleos da organização criminosa e participava de mais atividades delituosas do que o corréu previamente mencionado", diz a decisão.
 
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