Sexta-feira, 19 de abril de 2024
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OPERAÇÃO JUMBO

Justiça autoriza posto acusado de lavar dinheiro do CV a retomar atividades

Investigações não encontraram indícios de que posto realizava atividades ilegais

Foto: Reprodução

Justiça autoriza posto acusado de lavar dinheiro do CV a retomar atividades
A juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal, autorizou a retomada das atividades do Petro SM, posto de combustíveis que foi alvo da Operação Jumbo e estava proibido de funcionar desde novembro de 2023, quando foi realizada a última fase da ação policial. 

O Petro SM e mais dois postos de combustíveis foram lacrados em novembro de 2023 pela Polícia Federal. Os proprietários são acusados de "lavar dinheiro" do tráfico de drogas através das empresas. Porém, durante o desenrolar das investigações não foram encontrados indícios de que essas atividades ilegais eram realizadas pelo Petro SM. 

"Assim, verifica-se que empresa Petro SM Combustíveis LTDA e seus administradores não foram investigados, tampouco denunciados na Operação Jumbo", argumentou a magistrada para liberar o funcionamento da empresa.

"Dessa forma, recebo os embargos de terceiro opostos e, em consonância com o parecer ministerial acolho parcialmente os embargos (...) afastando a medida de encerramento de atividade e alienação antecipada que recaiu sobre o embargante e para determinar a devolução dos documentos apreendidos pela autoridade policial", diz ainda trecho da decisão.

Operação Jumbo
Com a primeira fase deflagrada em maio de 2022, a Operação Jumbo investigou um grupo de empresários que usava postos de combustíveis, distribuidoras de bebidas e transportadoras para legalizar o dinheiro do tráfico. Eles são ligados ao Comando Vermelho e movimentaram cerca de R$ 350 milhões.

Tiago Gomes da Silva, mais conhecido como "Baleia", é apontado como o líder da organização criminosa. Inclusive o nome da operação se refere à sua empresa, o Posto Jumbo, comprado inicialmente por um homem que dizia ser taxista, e que depois passou a ser administrado por Tiago. 

Na primeira fase da ação policial, foram apreendidos R$ 350 mil em espécie na casa do líder da quadrilha. O dinheiro do tráfico legalizado através das empresas foi usado na compra de mais de 100 carros de luxo, além de imóveis, somando um patrimônio de R$ 60 milhões.
 
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