Sexta-feira, 19 de abril de 2024
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Saiba quem é dono de Porsche que causou acidente com morte e fugiu

Empresário nasceu em uma família que atua no mercado imobiliário e de materiais de construção

Foto: Metrópoles

Saiba quem é dono de Porsche que causou acidente com morte e fugiu
Sumido desde que bateu na traseira de um carro e matou um motorista de aplicativo, na madrugada do último domingo (31/3), Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, nasceu em uma família de empresários que atuam no mercado imobiliário e de materiais de construção civil. Ele dirigia um Porsche, avaliado em mais de R$ 1 milhão, na hora do acidente.

Segundo a Polícia Civil, Fernando Filho teria participação em quatro empresas da sua família. Dessa lista, o nome dele só aparece no quadro de sócios da incorporadora Sastre Empreendimentos Imobiliários, registrado na Receita Federal (RF), juntamente com o pai, um tio e outro parente.

Fundado em outubro de 2020, o empreendimento é sediado na capital paulista e teve investimento inicial declarado de R$ 430 mil. O grupo atua na construção de edifícios, além da compra, venda, aluguel e loteamento de imóveis.

O setor imobiliário é a principal área de atuação do pai do jovem, o empresário Fernando Sastre de Andrade, que também é sócio da Irmãos Andrade Construtora (2012) e da Sastre Engenharia e Urbanismo (2018).

Com foco em apartamentos de até dois dormitórios, segundo mostram os anúncios divulgados no site do grupo, os prédios construídos por essas empresas ficam principalmente na zona leste da capital paulista.[Em foto colorida, na esquerda, Renault Sandero branco com traseira destruída e, na direita, Porsche azul escuro com traseira intacta e fora de isolamento policial.


Família

O negócio mais antigo da família, no entanto, é a F. Andrade – uma distribuidora de ferro e aço para a construção civil, fundada pelo pai do jovem em 1993. A empresa afirma ser fornecedora de grandes bancos, supermercados e redes de fast food.

Era no nome da distribuidora F. Andrade que estava registrado o Porsche 911 Carrera GTS, modelo 2023, envolvido no acidente que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, 52 anos (fotos abaixo). O carro de luxo, no entanto, era conduzido por Fernando Filho.

Na Receita Federal, o nome Fernando Sastre de Andrade Filho aparece, ainda, como o único sócio da FF Andrade Serviços Administrativos, empresa que atua com serviços de escritório e apoio administrativo.

Com capital social de R$ 100 mil, o empreendimento foi aberto em novembro de 2018 – época em que Fernando Filho tinha apenas 18 anos. O endereço atribuído a esse CNPJ é o mesmo de outras empresas da família.[Homem branco com cabelos grisalhos curtos veste óculos de sol. Ele está com cinto de segurança, dentro de veículo de entrega.


Acidente

As circunstâncias do acidente são investigadas pela Polícia Civil. Segundo testemunhas, eram cerca de 2h20 quando Fernando Filho tentou fazer uma ultrapassagem, em alta velocidade, e bateu no carro de Ornaldo.

O Porsche ficou com a dianteira destruída por causa do acidente. A traseira do Renault Sandero também foi destroçada.

Ornaldo foi levado para o Hospital Municipal do Tatuapé, onde chegou com quadro de parada cardiorrespiratória. A equipe médica tentou reanimá-lo, sem sucesso. Ele morreu por causa de “traumatismos múltiplos”.

Um passageiro que estava no carro do empresário, identificado como Marcus Vinícius, foi levado para outro hospital. Seu estado de saúde não foi informado. Só Ornaldo estava no outro veículo.

Fuga

A mãe do empresário, Daniela Cristina de Medeiros Andrade, de 45 anos, foi até o local do acidente e teria afirmado à PM que iria levar o filho ao Hospital São Luiz Ibirapuera, “devido ao leve ferimento” sofrido por ele na boca.

Os policiais militares foram à unidade de saúde indicada pela mulher, com o intuito de realizar o teste do bafômetro. Na recepção, porém, foram informados que Fernando não havia dado entrada em “qualquer hospital” da rede São Luiz.

O empresário, a mãe e o advogado dele foram procurados pelos policiais, via telefone, mas, segundo registros oficiais, “as ligações não foram atendidas”. O caso foi registrado, por ora, como homicídio culposo (sem intenção de matar), lesão corporal e fuga de local de acidente.

Da mesma forma que a polícia, o Metrópoles não conseguiu entrar em contato com o suspeito ou a sua defesa. O espaço segue aberto para manifestações.
 
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