Segunda-feira, 20 de maio de 2024
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PM agride mulher em metrô e é procurado

Policial militar já identificado aparece em vídeo dando tapas no rosto de uma operadora

Foto: Reprodução/Instagram

PM agride mulher em metrô e é procurado
A Polícia Militar procura pelo agente que agrediu uma operadora de telemarketing de 26 anos, sábado (6/4), na Estação da Luz do Metrô, na região central da capital paulista.

A reportagem apurou que o policial, já identificado e afastado por suspeita de homofobia, é do 4º Batalhão de Choque, umas das tropas de elite da corporação. O nome e patente do homem, porém, ainda não foram oficialmente divulgados. Um dos comandantes dele, ainda segundo apuração do Metrópoles, considerou a violência “sem necessidade” além de “vergonhosa”.


Segundo a vítima, ela estava conversando com a esposa, pelo celular, e não tinha visto o PM antes de ser agredida. “Ele me puxou pela camiseta, começou a me xingar e a me dar chutes”, afirmou. A esposa dela teria ouvido o barulho da ocorrência pela ligação.

A postagem foi feita para rebater uma versão, que circulava nas redes sociais, de que a jovem supostamente estaria bêbada e teria xingado o policial. “Olha, é cada uma, viu? Mas a Justiça será feita”, publicou.

Em outro post, a vítima volta a negar que tenha cometido qualquer agressão contra o PM. “Sou uma trabalhadora e jamais agrediria alguém que poderia estar na sua função de proteger pessoas do bem”, disse. “Sabe o que é pior? A dor psicológica que vai ficar.”


Agressão

A jovem também compartilhou o relato de um amigo, que diz ter presenciado a ocorrência. Segundo ele, o PM teria chutado a vítima “diversas vezes”, dado “outros tapas na cara dela” e a chamado de “vagabunda” e “sapatão”.

“Tudo começou por ela estar sentada no chão do metrô”, disse. “Sem falar dos xingamentos que ele falou para ela: ‘Você não quer ser homem? Então tem que apanhar igual homem’”.

A agressão do PM foi flagrada por outro passageiro (veja acima) e as imagens viralizaram nesse fim de semana. Segundo a advogada Ana Marques, que representa a vítima, a jovem ainda estaria com as marcas das agressões e vai realizar exame de corpo de delito nesta segunda-feira (8/4).

“A vítima está muito abalada, muito chateada, muito sensível e em pânico com o que aconteceu”, afirmou. “Ela nunca tinha vivido isso. A gente não pode aceitar tal conduta do policial até porque a gente tem o policial como educador, uma pessoa de respeito.”

PM foi afastado

O afastamento do PM foi confirmado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). “A Polícia Militar instaurou Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias dos fatos”, informou a pasta.

A violência aconteceu no trecho da Linha 1-Azul. Nas imagens, é possível ver a vítima usando bermuda com as cores do movimento LGBTQIA+. Com a repercussão do caso, muitas pessoas associaram a agressão com um ataque homofóbico.

No vídeo, a jovem agredida chega a olhar para a pessoa que está fazendo a gravação e relatar o ataque sofrido. “Acabei de ser agredida aqui, ó. Acabei de ser agredida por aquele policial sem necessidade nenhuma”, diz.

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