Segunda-feira, 20 de maio de 2024
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VIOLÊNCIA

Trans é morta a tiros após discussão em baile funk

Homem de 23 anos foi preso em flagrante suspeito de matar a trans; câmeras registraram ele embarcando em carro usado no crime

Foto: Reprodução/Câmera de Monitoramento

Trans é morta a tiros após discussão em baile funk
Breno Fernandes Silva, de 23 anos, foi preso nesse sábado (13/4), horas após a mulher trans Daniele Miranda Alves, 21, ser executada a tiros. O assassinato aconteceu minutos depois que ela e uma amiga se envolverem em uma discussão, em frente a um baile funk, na zona sul da capital paulista.

Imagens de três câmeras de monitoramento (assista abaixo) registraram os últimos momentos da vítima.

Os registros mostram que, em frente ao baile funk, na Avenida Andorinha dos Beirais, um grupo de homens discute com Daniele e a amiga dela. Ambas aparentam também exaltação.


Elas, porém, em nenhum momento, partem para cima dos homens. São eles que as agridem com chutes e socos. As amigas, de acordo com as imagens, somente tentam se defender.

A violência dura cerca de 40 segundos, ao ponto de Daniele ser derrubada no chão. Ela e a amiga, identificada como Rafahelly, conseguem fugir correndo do local.

Imagem colorida de mulher trans desmaiada sob gradil de estacionamento - Metrópoles

Tiros à queima-roupa contra trans

Outra câmera registrou as amigas caminhando pela Estrada de Itapecerida, a cerca de 800 metros de distância do baile funk.

Quando ambas passam em frente a um estacionamento, às 7h37, um Volkswagen Ônix vinho, sem placas, emparelha com as amigas e o passageiro atira. A ação dura segundos e o carro é conduzido em alta velocidade para longe do local.


Daniele entra no estacionamento e se senta sob um gradil, enquanto a amiga mexe no celular, aparentemente pedindo ajuda.

A vítima conversa ainda um pouco com a amiga, até que desmaia. Ela morreu no local, sem tempo de ser socorrida.

Prisão em flagrante

O carro que aparece nas câmeras foi encontrado estacionado em uma rua das redondezas. Foi quando policiais localizaram Breno e o questionaram sobre o veículo.

Ele teria argumentado que o carro pertence ao seu pai. O veículo, acrescentou, “não era usado”, porque, segundo o suspeito disse à polícia, “não estava regularizado no Detran [Departamento Estadual de Trânsito]”.


As imagens das câmeras de monitoramento, obtidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), mostram no entanto Breno embarcando no Ônix, após as amigas serem agredidas em frente ao baile funk.

Ele foi preso em flagrante por homicídio. Sua defesa não foi localizada pelo Metrópoles. O espaço segue aberto para manifestações.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da discussão, a identidade dos outros envolvidos, assim como a do autor dos tiros.

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