Quarta-feira, 17 de julho de 2024
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CRIME BRUTAL

Sargento teve parada cardíaca na mesa de cirurgia após ser baleado na cabeça

O neurocirurgião contou que o procedimento foi interrompido porque o PM sofreu uma parada cardíaca

Foto: Reprodução

Sargento teve parada cardíaca na mesa de cirurgia após ser baleado na cabeça
O policial militar Odenil Alves Pedroso, de 46 anos, morreu na mesa de cirurgia após ter sido atingido com um tiro na cabeça, em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, nessa terça-feira (28).

Ao g1, o neurocirurgião que acompanhou o caso, Giovani Mendes, contou que o procedimento foi interrompido porque o PM sofreu uma parada cardíaca. A cirurgia durou cerca de 1h30.

Segundo ele, o caso de Odenil é considerado muito grave porque o tiro atravessou a cabeça do policial, entrando pelo lado esquerdo e saindo pelo direito. O profissional explicou que, de acordo com as estatísticas mundiais, incidentes que atingem os dois lados cerebrais possuem um índice de morte de 100%.

"Ele foi um herói, lutou bravamente até o final e nós também não desistimos dele. Os anestesistas ficaram meia hora tentando reanimá-lo, tentando fazer com o coração dele voltasse, mas infelizmente não conseguimos", disse.


O neurocirurgião contou que durante os 28 anos de carreira já atendeu casos de pessoas que sofreram lesões no cérebro e conseguiram se recuperar, no entanto, foram casos em que somente um único lado foi afetado.

Entenda o caso

De acordo com moradores do bairro onde o crime ocorreu, Odenil estava em uma lanchonete quando foi baleado. Câmeras de segurança próximas ao local registraram o momento do crime. No vídeo, é possível ver que o suspeito chega na unidade de saúde e se aproxima da vítima, já atirando.

O agente foi encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá, no entanto, não resistiu e morreu no mesmo dia.

Segundo o irmão da vítima, Odenil foi promovido a 1º sargento há apenas dois meses e planejava se aposentar daqui a 5 anos. A família preparava para se reunir e comemorar o aniversário do PM, que completaria 47 anos no dia seguinte ao do crime.
 
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