Quinta-feira, 25 de julho de 2024
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BRIGA JUDICIAL

Advogados de acusados de matar Zampieri são multados em R$ 14 mil por tentar 'enrolar' processo

Os juristas foram intimados e não apresentaram defesa no caso, o que, para o magistrado, é uma tentativa de atrasar o andamento do processo.

Foto: Reprodução

Advogados de acusados de matar Zampieri são multados em R$ 14 mil por tentar 'enrolar' processo
Quatro advogados que representam os três réus acusados de planejar e executar o advogado Roberto Zampieri foram multados em R$ 14,1 mil pelo juiz Jorge Ferreira, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá. O motivo: foram intimados e não apresentaram defesa no caso, o que, para o magistrado, é uma tentativa de atrasar o andamento do processo.

Neyman Monteiro e Nilton de Souza, advogados de Antônio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, além de Pedro Henrique Marques e Matheus Bazzo, que defendem Etevaldo Caçadini, foram citados uma vez, depois foi aberto um novo prazo para manifestação, porém, mesmo assim não foram apresentadas respostas à acusação.

"Ressalto que pela análise das peças processuais do Ministério Público há de se destacar que nada foi usado que estivesse no celular da vítima para formação de convicção para o indiciamento e denúncia, caindo assim por terra o reiterado pleito da defesa de espera dos dados constantes no celular da vítima para posterior apresentação de resposta. Nesse ponto, coincide também as investigações da autoridade policial, onde se vislumbra que também não foram utilizados os referidos dados, até mesmo porque os autos da ação penal não podem ficar aguardando até o encerramento do inquérito policial para ter o seu deslinde", diz trecho da decisão.

O magistrado ainda enfatizou que os prazos processuais devem ser cumpridos para não criar problemas ao andamento do processo e que novo impedimento do tipo poderá acarretar em mais punições. 

Execução

Roberto Zampieri foi executado com 10 tiros em 5 de dezembro de 2023, em frente ao seu escritório no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Câmeras de segurança na rua onde ocorreu o crime registraram a movimentação do assassino, que usou uma caixa revestida com um saco plástico para esconder a arma e abafar o som do tiro.

Apontado como executor do homicídio, Antônio Gomes, segundo as investigações, recebeu R$ 40 mil pelo trabalho. Ele monitorou os passos do advogado por 30 dias para escolher o melhor momento para cometer o crime. Além de Antônio foram indiciados pelo assassinato Hedilerson Barbosa, que seria o suposto intermediador entre o mandante e o criminoso e que também forneceu a arma, e Etevaldo Caçadini, suposto financiador do crime.
 
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