Terça-feira, 23 de julho de 2024
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​Mato Grosso tem 29 municípios sob alerta laranja de poluição do ar

Os dados foram apresentados pelo Painel Vigiar, que monitora a poluição atmosférica e sua relação com a saúde.

Foto: Reprodução

​Mato Grosso tem 29 municípios sob alerta laranja de poluição do ar
Em Mato Grosso, 29 municípios estão sob alerta laranja, o segundo mais grave, para a poluição do ar. Nessas cidades a média anual de material particulado fino (MP2,5) é maior que 15 microgramas por metro cúbico, valor três vezes maior que o limite desejável estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os dados foram apresentados pelo Painel Vigiar, que monitora a poluição atmosférica e sua relação com a saúde. Por causa do tamanho, essas partículas podem ser inaladas e vão para os pulmões, atingindo a corrente sanguínea com alta probabilidade de causar doenças respiratórias cardíacas e até câncer.

Em Mato Grosso, a média da concentração anual de material particulado é de 12,91 microgramas por metro cúbico, classificado como alerta amarelo - as cidades são classificadas com as cores azul, verde, amarelo, laranja e vermelho, da menor para a maior concentração do poluente.

Segundo o levantamento, a pior qualidade do ar foi registrada em Nova Maringá (400 km a médio-norte de Cuiabá), com 24,64 microgramas de MP2,5 por metro cúbico. Logo depois vem União do Sul (24,28), Novo Horizonte do Norte (19,81), Porto dos Gaúchos (19,80) e Santa Carmen (19,78).


Apesar de terem uma maior concentração populacional, os cinco maiores municípios de Mato Grosso receberam classificação amarela e verde. Na capital Cuiabá foi registrada a média de 11,88 microgramas de MP2,5 por metro cúbico. Várzea Grande com 12,58, Rondonópolis com 9,47 - único com alerta verde entre as cidades mais populosas do estado -, Sinop com 14,53 e Sorriso com 13,41.

Do outro lado do ranking, a melhor qualidade do ar foi encontrada em Alto Araguaia (6,72), Alto Taquari (6,74), Ponte Branca (7,00), Ribeirãozinho (7,02) e Pontal do Araguaia (7,17). Nenhuma cidade de Mato Grosso recebeu a classificação azul, que é dada para quem registra menos de 5 microgramas de MP2,5 por metro cúbico.

O estudo mostrou que em todas as regiões do Brasil os moradores respiram ar com níveis de poluição superiores ao recomendado. A situação é mais grave na cidade de São Paulo, onde a média anual foi de 36,5 microgramas de MP2,5 por metro cúbico. De acordo com a OMS, em 2022 99% da população mundial respirava níveis insalubres de material particulado fino e dióxido de nitrogênio, que podem causar problemas cardíacos, cerebrais, vasculares e respiratórios.

Confira a lista completa das cidades com a pior qualidade do ar em Mato Grosso
 
- Apiacás: 17,10
- Aripuanã: 17,69
- Brasnorte: 21,01
- Canabrava do Norte: 15,03
- Cláudia: 20,67
- Colniza: 17,61
- Cotriguaçu: 15,80
- Feliz Natal: 21,50
- Ipiranga do Norte: 17,38
- Itanhangá: 19,35
- Juara: 18,99
- Juruena: 15,63
- Marcelândia: 18,63
- Nova Bandeirantes: 19,37
- Nova Maringá: 24,64
- Nova Monte Verde: 17,94
- Nova Ubiratã: 15,69
- Novo Horizonte do Norte: 19,81
- Poconé: 16,57
- Porto dos Gaúchos: 19,80
- Rondolândia: 15,49
- Santa Carmen: 19,78
- Santa Terezinha: 15,35
- São José do Xingu: 15,79
- Tabaporã: 17,50
- Tapurah: 18,42
- União do Sul: 24,28
- Vera: 19,46
- Vila Bela da Santíssima Trindade: 16,31
 
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