Quinta-feira, 25 de julho de 2024
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TAXAS DE JUROS

Plano Safra 24/25 desagrada setor produtivo de Mato Grosso

Mesmo com o aumento de 10%, se considerar a inflação os recursos controlados são menores, frisa a Aprosoja-MT

Foto: Banco de imagens

Plano Safra 24/25 desagrada setor produtivo de Mato Grosso
O anúncio do Plano Safra 2024/25, realizado na tarde de ontem (3), “decepcionou” o setor produtivo mato-grossense, principalmente quanto às taxas de juros, e pode ainda prejudicar o pequeno produtor, que terá como fator limitante a questão da garantia, uma vez que não poderá dar a sua pequena propriedade como empenho.



Dos R$ 400,59 bilhões em crédito para a agricultura empresarial, R$ 293,29 bilhões (+8%) são para custeio e comercialização e R$ 107,3 bilhões (+16,5%) para investimentos.

Conforme o governo federal, produtores rurais podem contar com mais R$ 108 bilhões em recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), para emissões de Cédulas do Produto Rural (CPR), que serão complementares aos incentivos do novo Plano Safra. Totalizando assim R$ 508,59 bilhões.


Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), mesmo com o aumento de 10% no valor destinado aos produtores, se considerar a inflação os recursos controlados são menores.

“Temos que considerar que de um ano para cá tivemos uma evolução de quase 15% na cotação do dólar e tivemos uma redução de quase 3,5% na taxa Selic. Ou seja, decepcionou esse anúncio”, frisa o presidente da Associação, Lucas Costa Beber.

O presidente da Aprosoja-MT salienta ainda que “era conforme esperávamos e isso mais uma vez reforça o que temos sempre falado sobre o descaso, a despreocupação com o nosso setor agrícola, principalmente com os médios produtores que são responsáveis pela grande parte da produção de soja e milho no Brasil hoje”.

Taxa de juros não aconteceu

Para a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) a expectativa com o novo Plano Safra era de uma redução na taxa de juros. Mas, para o setor, isso não aconteceu.


“Nós esperávamos uma redução na taxa de juros. Nós vivemos uma época de custos muito altos. Nós vemos uma linha muito tênue entre o que se tem de custo e o que a gente recebe, no caso da pecuária, pelo valor da arroba. Então, esperávamos que fossem taxas mais atrativas”, frisa Francisco Manzi, diretor técnico da Acrimat.

A taxa de juros do novo Plano Safra também não agradou o Fórum Agro MT. Para o presidente da instituição, Itamar Canossa, os pequenos produtores são os mais prejudicados.

“O pequeno produtor vai ter o fator limitante da garantia, porque não vai poder dar em garantia essa pequena propriedade que ele dispõe como único patrimônio, para poder pegar esse dinheiro e poder trabalhar com custeio ou investimento”.
 
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