Quarta-feira, 17 de julho de 2024
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DENÚNCIA

​Dias antes de morrer, Nery denunciou 'escritório do crime' com advogados, médico e desembargador

No pedido Nery denunciou acusa suposto líder de um grupo de "grileiros" que usou de vários artifícios para que ele perdesse 2,5 mil hectares

Foto: Reprodução

​Dias antes de morrer, Nery denunciou 'escritório do crime' com advogados, médico e desembargador
Dezoito dias antes de morrer, o advogado Renato Nery enviou à Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) um documento onde denunciava um "escritório do crime" do qual foi vítima e que tinha como integrantes advogados, um médico e um desembargador. No documento ele pede que um dos citados seja investigado pela OAB-MT por suposta infração ética em um processo de disputa por terras que Nery tinha recebido como pagamento de um trabalho.

No pedido Nery denunciou A.J.C.J. a quem acusa de ser o líder de um grupo de "grileiros" que usou de vários artifícios para que ele perdesse parte das 2,5 mil hectares de um terreno em Novo São Joaquim (1.063 km a nordeste de Cuiabá). Segundo o advogado, que foi assassinado na última sexta-feira (5), com um tiro na cabeça, na tentativa de fazê-lo perder as terras, foram usadas ameaças e coação, além de fraudes dentro do Judiciário.


A "lista da quadrilha" apresentada por Renato Nery tem oito advogados, sendo um deles filho de um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, um blogueiro, um médico e um desembargador - que não é o pai do causídico acusado de integrar a suposta organização criminosa.

Nessa disputa judicial pela propriedade, entregue a Nery em 1988 como forma de pagamento e que depois o advogado denunciado por ele à OAB questionou a cessão do terreno representando a viúva do proprietário original da área, Manoel Cruz Fernandes, o advogado morto na Capital chegou a ser acusado de estelionatário e de ter falsificado assinaturas para conseguir parte da fazenda. 

Sobre o advogado A.J.C.J. Nery afirmou na denúncia que "aos olhos de qualquer principiante, na profissão que exerce nos processos mencionados revela ação de embusteiro e não de advogado que tem o dever de instruir parte".

E que a autarquia deveria tomar providências, tendo em vista que "no quadro que aglomera os inscritos na instituição não há lugar para advogados do diabo, embusteiros, enganadores, que por ganância ou alquimia ignoram os princípios éticos em especial com os colegas".
 
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