Sábado, 18 de abril de 2026
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INVESTIGAÇÕES

​STF não vê 'nada de grave' contra ministros do STJ suspeitos de esquema de venda de sentenças com Zampieri

Zampieri é apontado como líder de um esquema de venda de sentenças que envolvia desde juízes da 1ª instância até magistrados de 2º e 3º graus.

Foto: Reprodução

​STF não vê 'nada de grave' contra ministros do STJ suspeitos de esquema de venda de sentenças com Zampieri
Uma matéria publicada no site da Istoé nesta segunda-feira (4) mostrou que a investigação sobre a participação dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no esquema de venda de sentenças liderado pelo advogado Roberto Zampieri pode não ir para frente. Isso porque o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin afirmou não ter encontrado "nada de grave" e que prove a participação dos magistrados nas ilegalidades.

Zampieri é apontado como líder de um esquema de venda de sentenças que envolvia desde juízes da 1ª instância até magistrados de 2º e 3º graus. As ilegalidades foram reveladas após análise do celular dele. O advogado foi assassinado em dezembro de 2023. Inicialmente o motivo da morte era uma disputa por terras, no entanto, novos desdobramentos da investigação trazem indícios de que o crime pode estar ligado à venda de sentenças.

"Ou seja: a seguir nessa toada, a tendência é que Zanin arquive a parte da investigação que cita ministros e mande de volta à primeira instância as evidências relacionadas aos operadores da quadrilha e aos funcionários do STJ que recebiam para dar acesso às decisões dos ministros antes mesmo de elas serem assinadas e publicadas – em alguns casos, até o teor dos despachos era modificado, de acordo com o interesse dos clientes", diz trecho da matéria do jornalista Rodrigo Rangel, da coluna PlatôBR.

Zanin é relator do processo no STF. A investigação do esquema foi para a alta Corte após relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrar que ministros receberam dinheiro de lobistas vinculados a Zampieri. Por terem foro privilegiado, eles só podem ser julgados pelo STF.

De acordo com a matéria, enquanto o STF indica que irá arquivar o processo em relação aos ministros, o mesmo não deverá ocorrer sobre seus assessores. "As evidências são fartas no sentido de que o esquema montado por lobistas funcionava com a participação de assessores de ministros da corte".
 
 
 
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