A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, nesta quinta-feira (11/9), pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelos atos golpistas. Com o voto da ministra, a Primeira Turma do STF formou maioria em favor da condenação de Bolsonaro por todos os crimes imputados a ele pela Procuradoria-Geral da República. Sendo assim, o ex-presidente pode pegar até 43 anos de prisão. A pena de Jair Bolsonaro ainda será definida pelos ministros do STF na chamada sessão de dosimetria.
O julgamento analisa a responsabilidade apontada pela PGR de Bolsonaro e de seus aliados em atos que teriam buscado enfraquecer a confiança nas eleições brasileiras e, segundo a acusação, preparar terreno para uma tentativa de golpe de Estado no país, entre os anos de 2021 e 2023.
Com o voto de Cámen Lúcia, o placar na Primeira Turma do STF aponta três votos a favor da condenação contra 1. Antes dela, o ministro Flávio Dino também acompanhou o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, pela condenação dos réus.
O ministro Luiz Fux foi a única divergência até aqui. Ele votou pela anulação do processo alegando que o STF não seria a instância certa para análise dos crimes. Fux também absolveu Bolsonaro de todos os crimes listados pela PGR.
O julgamento ainda terá o voto do ministro presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin.