Sábado, 13 de dezembro de 2025
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NEGÓCIOS

Bolsas da Europa fecham em alta com otimismo por desempenho da Nvidia

Entre os principais destaques do dia, setor de tecnologia subiu 1,43%, com alívio por resultado da Nvidia e maior confiança dos investidores

Foto: Helmut Fricke/picture alliance via Getty Images

Bolsas da Europa fecham em alta com otimismo por desempenho da Nvidia
Os principais índices das bolsas de valores da Europa encerraram o pregão desta quinta-feira (20/11) em alta, refletindo o otimismo dos investidores após a divulgação dos resultados trimestrais da Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis.

O que aconteceu
  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em alta de 0,4%, aos 563 pontos.
  • Em Paris, o CAC 40 registrou ganhos de 0,34%, aos 7,9 mil pontos.
  • Na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, o índice DAX terminou o dia avançando 0,5%, aos 23,2 mil pontos.
  • Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão em alta de 0,21%, aos 9,5 mil pontos.
  • O Ibex 35, de Madri, também fechou no azul, com valorização de 0,63%, aos 15,9 mil pontos.
  • Entre os principais destaques do dia, o setor de tecnologia subiu 1,43%, com alívio pelos resultados da Nvidia e maior confiança em uma forte demanda por inteligência artificial (IA).


Mercado aliviado com Nvidia

A gigante dos chips fechou o período entre julho e setembro de 2025 com um lucro líquido de US$ 31,9 bilhões, acima da estimativa média do mercado, que girava em torno de US$ 29,5 bilhões. A alta foi de 65% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

O resultado da Nvidia também veio acima do que foi reportado pela companhia no segundo trimestre, com um lucro de US$ 26,4 bilhões.

O lucro por ação ficou em US$ 1,30, o que representou um crescimento de 20,3% em relação ao trimestre anterior. A projeção do mercado era de algo próximo a US$ 1,25.

Ainda de acordo com o balanço da Nvidia, a receita da empresa somou US$ 57 bilhões no terceiro trimestre, também acima das estimativas, que variavam entre US$ 54 bilhões e US$ 55 bilhões. Em relação ao trimestre anterior, a alta foi de 22%. Em um ano, o crescimento foi de 62%.

A receita da companhia de ficou em US$ 57 bilhões, também acima das projeções do mercado, que ficavam entre US$ 54 e US$ 55 bilhões. Na base trimestral, o salto foi de 22%.

Uma das preocupações do mercado envolve preços elevados das ações de tecnologia e a alavancagem de empresas de IA.

Alavancagem é o uso de recursos de terceiros para multiplicar o resultado de um investimento ou negócio. Em linhas gerais, ela permite que se opere com um volume financeiro maior do que o capital próprio disponível, aumentando o potencial de lucro, mas também o risco de perdas. Setores do mercado já começam a temer uma possível “bolha” da IA.

“Não vejo uma bolha de IA. Entramos, na verdade, entrando em um ciclo virtuoso da IA. Ela está indo para todos os lugares, fazendo tudo ao mesmo tempo”, disse o CEO da Nvidia, Jensen Huang, em conversa com investidores após a apresentação dos resultados.

Emprego acima do esperado nos EUA

Outro fator de atenção para o mercado europeu, a economia dos Estados Unidos registrou a criação de 119 mil novas vagas de emprego fora do setor agrícola em setembro, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Trabalho do governo norte-americano. Trata-se do chamado “payroll”, um indicador econômico mensal dos EUA que mostra a evolução do emprego no país fora do setor agrícola.

O relatório, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), é considerado determinante para as avaliações sobre o desempenho da economia norte-americana.

Setembro interrompeu uma sequência de quatro meses consecutivos em que os empregos criados ficaram abaixo de 100 mil nos EUA. Também foi a primeira divulgação do relatório desde o fim do shutdown – a paralisação de diversos setores da máquina governamental, que durou mais de 40 dias e foi a maior da história do país.

O resultado veio bem acima das projeções do mercado, que indicavam a criação de 53 mil vagas. A taxa de desemprego foi de 4,4%.


A força do mercado de trabalho nos EUA é um dos componentes considerados pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) para definir a taxa de juros e esfriar a demanda na economia a fim de combater a inflação.

Analistas temem que uma possível aceleração do mercado de trabalho nos EUA leve a um novo aperto da política monetária pelo Fed. Nesse sentido, dados mais fracos do “payroll” poderiam ser até considerados positivos, por sinalizarem maior espaço para a queda dos juros – embora também exista a preocupação em relação a uma retração excessiva da maior economia do mundo.

Atualmente, a taxa de juros nos EUA está no intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, depois de dois cortes seguidos de 0,25 ponto percentual. A próxima reunião do Fed para definir a taxa de juros, a última do ano, está marcada para os dias 9 e 10 de dezembro.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros por parte do Fed no próximo mês está em 58,4%. Hoje, 41,6% dos investidores apostam em uma nova redução de 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano.
 
 
 
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