O dólar subiu 0,19% frente ao real, cotado a R$ 5,25, nesta segunda-feira (2/2). Como a variação foi pequena, na prática, ele operou em estabilidade no fim do pregão. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), registrava alta de 0,52%, aos 182.315,95 pontos, às 17h27.
Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a valorização do dólar no mercado brasileiro seguiu uma tendência internacional. O DXY, índice que compara o desempenho da moeda dos EUA com outras seis divisas importantes (iene, euro, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço), avançava 0,66%, às 17h12.
Shahini observa que, no mercado global, a moeda americana fortalece-se principalmente em relação ao iene e ao euro. “Essa recuperação do dólar ocorre na esteira da decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, que definiu o novo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), uma medida que, por ora, dissipou parte das incertezas em relação à independência do BC americano”, diz.
Na sexta-feira (30/2), o republicano anunciou Kevin Warsh como o próximo presidente do Fed, em substituição a Jerome Powell, cujo mandato termina em maio.
“O real iniciou a sessão em queda, acompanhando o sentimento mais forte do dólar globalmente, mas perdeu força ao longo da tarde, caminhando para próximo da estabilidade”, acrescenta o analista. “O movimento de alta das bolsas americanas também contribuiu para o desempenho da moeda brasileira ao criar um ambiente mais favorável ao risco, refletido na menor busca por proteção por parte do investidor.”