O Partido Social Democrático (PSD) oficializou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República. O anúncio foi feito por Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda, durante coletiva de imprensa em São Paulo nesta segunda-feira (30/3).
“Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla, geral e irrestrita” para pacificar o Brasil, repetiu Caiado.
Caiado reforçou: “Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil. Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, eu estaria dando uma mostra que, a partir dali, eu vou cuidar das pessoas. Aquilo que como médico e cirurgião foi minha formação e sempre soube fazer”.
Recém-filiado ao PSD, Caiado foi escolhido para disputar o Palácio do Planalto após disputa interna com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, que desistiu da disputa na semana passada.
Questão eleitoral, diz Kassab
Após ter escolhido o governador de Goiás como o pré-candidato do partido à Presidência da República, o dirigente do PSD, Gilberto Kassab, disse nesta segunda-feira (30/3) que a decisão foi tomada estrategicamente por uma “questão eleitoral”. “Tem mais chances de chegar ao segundo turno”, afirmou.
A fala ocorreu durante o evento Banco Safra Macro Day, em São Paulo. Para Kassab, o goiano representa uma “alternativa” para os eleitores que não pretendem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou no senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Chegando no segundo turno – que precisa chegar no segundo turno para ganhar as eleições – ele [Ronaldo Caiado] vencerá as eleições”, argumentou Kassab. “Nos últimos governos, tanto a família Bolsonaro quanto os petistas tiveram suas oportunidades. A gente quer que venha alguém que ainda não teve oportunidade, e foi muito bem-sucedido em todas as missões que teve na sua carreira”, avaliou.
Depois do veredito da sigla, Leite também se manifestou via redes sociais: “Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros pela forma como insistem em fazer política em nosso país, eu não vou discutir essa decisão. Mas isso não significa ausência de convicção”, disse o governador gaúcho.