O dólar à vista registrou queda de 0,35% frente ao real, chegando a R$ 4,99, nesta segunda-feira (13/4). A moeda americana não atingia um valor tão baixo desde março de 2024, há pouco mais de dois anos, portanto.
Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,34%, aos 198.000,34 mil pontos. Na sessão, o indicador bateu mais dois recordes. O primeiro deles foi durante a sessão (no “intraday”, segundo o jargão), às 16h32, quando atingiu 198.142,82 pontos. O segundo ocorreu no fim do pregão, quando superou a marca de 197.323,87 pontos, obtida na sexta-feira (10/4).
Mais uma vez, os mercados de câmbio e ações foram guiados por notícias relacionadas à guerra no Oriente Médio. Pela manhã, prevaleceu o cenário de caos, diante da decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de bloquear o Estreito de Ormuz. O preço do barril de petróleo, nesse contexto, disparou, superando a marca dos US$ 100.
Ormuz é um canal marítimo localizado entre o Irã, ao norte, e Omã e os Emirados Árabes Unidos, ao sul. Pelo estreito, circulam entre 20% a 30% da produção mundial de petróleo, além de gás natural liquefeito (GNL). Daí, o reflexo imediato na cotação do barril da commodity.
No início da tarde, contudo, o quadro sofreu uma forte – e positiva – guinada. Trump disse que o Irã “queria muito fazer um acordo”. Afirmou ainda que Teerã havia entrado em contato na tentativa de iniciar uma nova rodada de negociações. Com essas novas declarações, os mercados viraram.